quarta-feira, 13 de abril de 2011

Cigarettes du prophète __ Dédié à tous les enfants intelligents





Foi tomado por uma fúria de séculos, que fumei três cigarros até o revés dos meus colhões. Completamente detido e solto por uma ventanosa e estonteante usura, me deixei levar pelas palavras de uma força estranha, que não palavreava, mas entoava sonidos e certeiras vontades dentro de mim, como se meu corpo, fosse inteiriça e forrada caverna de lodos, que corri pelas ruas até chegar ao quarto alcova de minha solene e seletiva visitada casa. Passei ainda furioso por este senhor tão bom e decisivo no espelho, que eu era mesmo, até receber de uma só vez, pelos lóbulos ainda pouco quentes dos ouvidos, o barulho dos sinos que ressoavam qual “mantrinhas” budistas ao pé das cavidades profundas da minha perceptiva e austera carcaça de couro bom e de olhos amarelos, o meu corpo inteiro tinha decisão e abstido da necessidade de saber, apenas sentia, ascencionava missões que eram somente minhas. Fui com meus passos decisivos ainda forrados pelo cuidado dos sapatos, que ainda me guardavam a nudez dos pés, dos perfumes e lumes guardados entre os dedos, entre as minhas cavalgaduras, das minhas plantas selvagens de pisar o mundo, que cheguei até o meu destino.
Atendi a porta no meu tempo, muito consciente de que ao seu tempo, quem me procurava também me buscara em seu próprio tempo, porque só há mesura no encontro de dois ou de três ou de mais, não importa a contagem na hora desta minha narrativa, quando cada qual sabe do seu próprio ponteiro e muito mais ainda da sua própria vontade.
Recebi, sem sequer palavra ou som àquele que da busca, da procura me ansiava e me dirigi sem nenhuma “frescura” de boas vindas ou conforto, ao quarto que ele esperava encontrar. E era o meu quarto, visionado na sua cabeça de cabelos arrumados, enquanto os meus cabelos começavam a se mostrar, desalinhados à medida que eu mesmo afagava com as minhas próprias mãos, o topo atmosférico e muito são da copa dos meus cabelos.
Fiquei nu, arranjei na vitrola a música que eu gostaria de ouvir, os ruídos e tonsura dos padres que voluntariamente se trancavam com outros padres, para adorar a uma única mulher? Maria? Mentira, para adorar uns aos outros nos frios arcabouços das madrugadas, carentes? Mentira, eles, os padres gostavam mesmo era de cantar suas canções, doçuras, torturas inebriantes e suposição dessa fé, para mim nunca duvidosa, quem era eu para julgar! Seus cantos gregorianos, salvaguardando Gregórius, gargantas doces capazes de engolir até o topo das espadas, seus talos de pêlos deliciosamente perfumados com os sabonetes preparados pelas irmãs, que também jorravam com certeza seus gozos, nunca profanos, porque decididos, numa outra igreja, que eu também nunca conheceria, bastando-me o fato de preferir para aquelas mesuras, os meninos de cabeça mal formada como era ele, o recém chegado, achando-se no dever de a mim perguntar: __Meu Deus! Mas que sacrilégio! Por que música Santa e não Billie Holiday? Por que não um tango?
Nem me dei ao prazer de responder e apenas disse depois de cinco minutos calado, prostrado de pé firme adelante de seus olhos, enquanto o garotinho tagarelava, suas justificativas, falava das jóias da mãe que lembravam os lustres da minha sala escura, a bela pintura, falsa, da Monalisa, que eu estendia a beleza rústica e sem cuidados dos papéis de parede do meu corredor, que seu tio trabalhava com essas colagens, trabalhava há vinte e cinco anos nisso, porque era judeu e só sabia pensar em ganhar dinheiro quando chegado na cidade e havia ficado rico! Enquanto apenas o fitava e meu pau se erguia, solenemente no silêncio jamais indiferente das minhas esquivas e constantes ausências para a contemplação do show de sabedoria, imprestável que me era apresentado por aquele pudente falastrão.
No fim, de alcançado tremor sem sequer perspectiva de retorno ou de espera, apenas respondi: __ Vou me deitar na cama! Posso?
Trêmulo e convulso, com medo do que logo, adviria sedento do que eu “malvado” ou seria mal lavado, poderia pedir, os lábios se carminaram e ele quase transfigurado retrucou: __Mas é claro que pode! A casa é sua! Creio que já está em hora de eu ir embora!
Sem dar tempo a sua resposta eu não respondi, apenas disse: __Vou acender um cigarro, você quer me chupar enquanto eu fumo?
Ele silenciou, e pude sentir que um leve movimento circular delatou sua cintura, a estrutura até então retesada de todo o seu corpo uniformizado de menino rico e vi também, eu não preciso jurar! Que seu peito se abria como se ali eu tivesse resposta de que o menino, por puro fetiche já era homem e que conhecia bem daqueles sabores. Completei: __Vou acender dos cigarros mais longos, para que você o possa fazer sem pressa, sem medo de que a cinza se apague e a sua boca fique incompleta no palato das tuas vontades orais!...Sabe menino, que há doutores que estudam em toda a França, que as crianças que chupam dedo, que mamam nas chupetas de borracha até tarde, tiveram algum desvio na fase oral? Que os pedagogos, ah como os pedagogos gostam dessas tiradas, para enriquecer suas aulas mais podres?__ eu ri!_ Desculpe, eu quis dizer "as suas aulas mais" pobres! Gostam muito de falar sobre isso!?
Ele disse que sim, que podia fazer se eu quisesse. E eu completei enquanto riscava com cuidado circense o fósforo não tão longo quanto o meu pau, mas cabeçudo e vermelho como também ele era_ Mas você é um jovem inteligente para saber que só chupa mesmo quem gosta_ e ainda disse_ quer saber mais? Todo o mundo gosta de chupar! Portanto não se culpe! Eu também chuparia você se você tivesse vontade!
Foi então que, de um soslaio adventista e mercador, ele tirou peça a peça do terninho que usava, deixando por último os pés, me perguntando:__Posso ficar de sapatos! Amo estes sapatos, me excita ficar completamente nu, mas de sapatos? E tenho medo de que chegue alguém e os sapatos são os mais difíceis de calçar! Posso?
Respondi afirmativamente que sim, nesta hora já na segunda tragada, eu brincava com o tempo dos cigarros, porque eu tinha uma caixa dourada inteira do lado da cama, e pedi para que ele começasse logo, sem tirar dele o medo de que alguém pudesse chegar! Quem era eu, para desmitificar o medo de uma criança?! Ahm?
Ele quis vir entre as minhas pernas,primeiro as afastando com o cuidado de suas mãos ternamente aveludadas do piano que tocava, estava certo que ele pedira por Billie Holiday, mas que no fundo ele amava Chopin e eu tive certeza disso, quando sua primeira boca começou a tocar com cuidado direto, ignorando minhas coxas rochosas e duras, para ir certeiro e direito ao centro da fenda do meu pau doce e bem talhado!
Era realmente uma canção a sua boca, ele cantava enquanto chupava, tinha o dom madrigal das alturas dos meninos sopraninos, a língua doce e arqueada dos tenores, quando queria impor a mordedura dos seus dentes que a minha glande por grossura e exercício da vida, conseguia suportar. Tinha também os desvãos e desassossegos do respiro infante, trêmulo, nervoso, dos pagãos russos com fome, das bocas que banqueteavam sem saber da existência de Oscar Wilde, uma delicadeza ensaiada de quem queria mesmo era morder, se fartar, engolir, sorver, mamar como um bezerro desgarrado após o encontro tardio e amoroso com a mãe, e segurava com as mãos, com as duas mãos a minha estrutura toda de nervos e veias, estendendo os braços até o meu peito, para sentir o furor calmo da fumaça dos meus cigarros adentrando os meus pulmões, sofismando de doenças e pigarros falsos a minha garganta, que só queria disfarçar o prazer das surpresas que ele, de sapatos lustrados vermelho bordô, com as meinhas inglesas, de triângulos negros e brancos, conseguia me dar enquanto eu fumava! Acabado o primeiro cigarro ele apenas me disse: __Acenda outro, por favor!_ como se o tabaco fosse a sua ampulheta, divagando no próprio pau, também tão lindo, braçadas, punhetas! Dando-me ordem doce, da qual eu me permitia apenas sorrir, enquanto acendia outro cigarro, agora um dos mais amargos, importado, de que terras nem saberia dizer! Eu era um miserável, cheio de sorte, que tinha o dinheiro que precisava e amava prestar caridades aos meninos como ele, só não o deixaria fumar! Posto que fosse um menino e isto seria responsabilidade minha, ora veja! fumar não é coisa para um rapaz decidir por impulso ou para impressionar aos outros! Ah isso eu não deixaria, mas poderia continuar a chupar, porque ele gostava e eu não queria postergar o tempo do prazer dele e nem o meu.
Continuou suas doçuras, arrastando os sapatos entre os meus pés desvestidos, nus, enquanto me pedia para que eu fosse até o fim. E entendendo nisso, que ele queria mesmo era da água das minhas veias rijas, ele sentia o pulsar, já devia fazer isso nos elevadores da escola dos salesianos onde estudava, no troca e no corpo santo dos colegas das classes do científico. Ali o detive e parei todo o seu corpo. Afastei como se eu fosse de verdade cruel, eu não me importava, detendo com a força de um estivador o curso e decurso do meu próprio pau e de uma só vez, caminhei dando a ele a visão contornada das minhas nádegas até a porta da cozinha. Do corredor, já chamei pelo seu nome_ e não posso revelá-lo aqui_ ele veio correndo atrás, como se esperasse que eu o fizesse sobre a mesa, e eu sim o faria, se esta fosse vontade também minha. Mas para surpresa dele, abri a geladeira, saquei de uma garrafa de leite novo, puro, recém comprado e disse com toda força: __Bebe! Não é leite que tu queres?_ ele se sentou, cuidadoso entre as cadeiras já descascadas, assim como os papéis de parede da Monalisa no corredor, e me obedeceu bebendo com uma sede absurda todo o conteúdo da garrafa de 3ooml de leite, antagonicamente jorrando no chão de tábuas corridas escuras da cozinha, outro leite que provavelmente não era o mesmo que entrava pela sua boca, e eu sorri! Enquanto encaixando-o entre as pernas, tomando cuidado para não molhar sua pele branca e asseada, eu fiz que do meu pau, jorrasse do meu leite chamado por ele, jatos e jatos de lânguido e viscoso sulco dos pomos brancos sobre os seus sapatos vermelho bordô. E creiam, não sujei com nem uma gota esporrada as meias quadriculadas inglesas dele.

O pornógrafo

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Petit scarabée


A gosma desavergonhada desse alabastro deixe-a toda escorrer-se entre tuas pernas!



O diabo não conhece as guerras! Ele só perturba, mas não conhece as guerras. Ele não range os dentes de dor, mas de prazer. O diabo não sente dor. Ele escarra e goza ao mesmo tempo na nossa cara e depois do seu phalo em regozijo, ele mija para o alto num imenso jato de dourados, uma esguichada de mijo adolescente.__ Dos homens, o adolescente é o mais próximo do diabo, seja pela sua imberbe postura mansa de pêlos refestelados ou pelo olor tão madrigal e fustigado entre as axilas e por entre as pernas do coroado.

A baba desavergonhada desse alabastro deixe-a toda escorrer por entre tuas pernas.
O diabo não conhece as guerras, ele só perturba, mas não conhece as guerras!...

O pornógrafo

sábado, 2 de abril de 2011

Réponse oa prince des marées et l'aube boréale




Li sua carta, na verdade não consegui dormir, já que não durmo, apenas mergulho rápido no mundo n’onde maior parte do tempo já vivo, estou falando do mundo dos mortos, dos vivos meus irmãos, nossos irmãos, das fadas, das marés que nos alcançam, das auroras boreais que comunicam comigo suas viradas de cores, suas nostalgias, seus processos, seus passos...
Seus passos naquela noite foram acompanhados por mim e vi a cada letra subscrita na hora do assomo possesso de sua palavra descuidada, nascida pelo impulso da dor e da necessidade de superação, como um sedento que procura água, como um dolente que procura notícias de um filho, de um amante, de um irmão, de uma metade sua ameaçada e perdida nos meios das gentes e mundos, de um só mundo. Senti cada pancada, entendi seguramente cada minuto de repressão e de ameaça, cada estocada covardemente dada na tua cabeça, nas tuas idéias, nos teus medos e revoltas, nos teus pensamentos, nas tuas memórias e nos teus resguardos, tão bem plantados quem sabe pela segurança admoestada da figura amada e masculina do pai. E os pivetes tinham pai? Eu me perguntaria agora, mas não me interessaria sinceramente à resposta, porque mais eu gostaria de sarar com salivas, as porradas e os solavancos do teu pescoço, com o melado das assírias, com as ervas e corpos dos gafanhotos, com o mel cipreste do meu cuspe, da minha saliva, como uma cadela que é capaz de lamber o ferimento no lombo do seu filho, de outro cão. Eu queria poder gritar o que não sei se era dor,mas que estava sufocado? Ou partia em revoada como um novo conceito no final de tudo, para um céu menos lacrimoso, mas muito mais cruel do que todo o seu medo. E você, que não sente grandes medos, da vida, dos outros, dos homens inseguros, eu gostaria de aninhar no meu peito e te deixar falar tudo sem dizer sequer palavra, posto que fosse sabido que de tudo eu pela nossa mágica e enluarada ligação, te faria descer até os solos porosos do meu coração trespassado de batidas e córregos de sangue por teu presente corpo colado no meu, pelo cheiro doce dos teus cabelos, agora aloirados de sol. E eu apenas te daria prumo no meio de tanta incerteza que o mundo insiste em corroer, no meio de tanta definição pré-suposta e administrada. E se preciso fosse, diante do teu tempo, pelo nosso tempo eu te diria mais uma vez: __ Volta para festa! Dança com a menina mais linda e esquece o que eu fiz com você essa noite!_ mesmo sabendo que as etílicas destiladas babas que tu bebesses, não seriam mais alcoólicas e perturbadoras, que a lambida que eu, cão, daria no teu lombo, na tua carne, nas tuas feridas, nos desvãos das tuas palavras, respiradas com pressa e vontade logo de ir embora.
Eu começaria este texto de novo, tentando te dizer, que todos somos marginais, porque a margem de toda compreensão estamos, a margem mirada da compreensão de nós mesmos, não estamos distantes da assumida e presumida ação de preconceito dos meninos, dos crioulos, negros pobres da educação e da necessidade, quem sabe a cada soco, de serem você, tão bem equipado diante do mundo, para eles, tão reto no teu caminho pra casa, do que se passa a necessidade destes outros marginais por tanta violência somente investigando e não muito difícil nos seria a resposta, com o tempo voltado para eles seria possível saber. Mas não quero assumidamente falar deles, quero falar do “casal de homossexuais” até segunda ordem frágil, por sua assumida condição e te perguntaria, porque frágeis se susceptíveis e perecíveis todos nós somos. É bem verdade que tantos “gays” morrem espancados a cada dia, atravessados por galhos e troncos nos seus buracos e cavidades do corpo santo que outrora sentia a elegia da oração dos orgasmos, também marginais? Eu te pergunto! E esta condição de fraqueza e de susceptibilidade a eles seria dada porque são dotados de sensibilidade e a sensibilidade foi coisa criada para as mulheres? Mas você chorou, as meninas choraram, os meninos enamorados (“gays”) correram de volta para outro caminho e teu amigo também chorou, copiosamente numa cobrança absurda de não ter conseguido proteger a todos os desprotegidos da noite. E com certeza se não me falha a boa e incontestável intuição, e que nos salve sempre nela a boa lua, os meninos negros, os crioulos marginais também devem chorar em algum momento de suas vidas, talvez chorem todos os dias e precisem de armas compradas a preço de drogas muito mais consumidas, do que vendidas, para meter medo a alguém e se sentirem importantes.
Perdoe-me meu querido e amado príncipe das marés e das auroras boreais, mas jamais ouviria tua voz nas tuas palavras tão precisas e por mim tão capazes de serem sentidas, passo a passo, cada polegada de som ou ruído dos teus dedos, o teu peito comprimindo-se em espaçadas composições de revolta e água de segredo, sem que eu pudesse falar de toda a questão que envolve o mundo dessa ocasião, sem que eu pudesse deter é claro, porque se te ferisse eu, segredo, jaziria nas entranhas afamadas da terra. Como tu moras nunca morto entre e por debaixo das minhas peles, na estrutura e na nudez e na corrente dos meus ossos, ponte para o espírito, eu te desejo e fecundo no espírito e dentro de mim, auroras boreais; de um roxo fecundo, bem distante daqueles dos forros dos ataúdes, eu te diria que a vida começa roxa, convertendo-se em vermelho rubor quando decide nascer. E é sempre assim, bastava que arriasses as calças até os joelhos e examinasses qual menino, trancado em banheiro de escuta, santuário de espelhos docemente carcomidos pelas rudezas das ferrugens, que é o ouro que o tempo permite e te depusesses a admiração do teu sexo. E porque tudo é rito, tu te excitarias e quantas surpresas ao perceberes que as mesmas cores do mundo residem no meio das tuas pernas, no veludo macio dos teus colhões, das tuas coxas, na cabeça transtornada de carinhos esquivos do teu sexo. E me sentirias ali, sobrevoando como um vento inócuo e presente, sempre constante nas paredes e nos azulejos desse banheiro que mesmo sendo de estruturas modernas, jamais conseguiria deixar de ser ancestral, porque ancestral é o desejo, milenar é o mundo e infinita é a marginalidade de desejar.
Então é hora de perguntar:__ Mas meu Deus, que ser é esse que me procura nas entranhas e vagas mais imprecisas? Que insiste em querer me perturbar e perfurar as vaguezas mais imundas e por tanto só minhas, porque ele insiste em querer nascer lírio nos lodaçais n’onde somente eu decido o que quero deixar pisar?
É porque, senhor lindo das auroras, ter te visto e esquecer teu nome, o que vem antes do nome é impossível! O que te presume, o que te pressupõe a mim não te constrói, mas o que te escapa e te edifica de pura e majestosa coragem__ e não é pecado sentir medo! Ele é o tempero do tempo dos nossos encontros nunca tardios, sempre amadurecidos, nunca devesos, sempre colhidos do pé, na hora certa de sorver o sulco do aninho e da bondade das árvores.
Ontem, quando o carteiro de vento bateu à porta e eu estava letárgico, adormecido diante das fibras e voltas de inglórias da minha tramela, na busca de fotos e fatos e palavras que me devolvessem a corrente boa da comunhão com a minha própria natureza e você me veio, cântaro cuidadosamente regado de destilados azuis, da água tonta que te deixa mais sóbrio e mais ciente do que é o mundo, quando o verdadeiro mundo corre mesmo é por dentro de cada um de nós,ontem quando eu vi tuas palavras endureci amolecida nuca de desejos e pequenos sóis. Quantos nós, quantas fitas coloridas de cetim, quantos lençóis estendidos num varal de quintais de ventos e correrias, quantas árvores boas, quantos matagais, quantas plantações de mostarda dando flores amarelas, para eu colorir teus cabelos, entre os seus dedos, florinhas colhidas no mato mais selvagem, quantas músicas ôcas e simbioticamente liquidas, sentirias com teus lóbulos, tuas orelhas mordiscadas, tu ouvirias com o corpo da suntuosa arquitetura dos caramujos, quantos presentes no mato de minha infância eu te daria! É assim, porque quando falo contigo, renasce constante e quase sempre o menino que um dia eu fui, que ainda sou, que ainda insiste em vigorar nos altos pomos da minha envelhecida e ainda pouco resguardada vocação de sentir. Creio que a paixão seja sempre menino. “Petit”, Niño, Criança, infante, menino.
O pornógrafo

Le pic se lève tôt




Afiando as demasiadas pontas do corpo, dando-lhas todas possibilidades e destino de melhor cortar, melhor entrar, melhor meter, melhor atravessar! Lustrando o decurso e o percurso de todo o seu corpo feito de lua e prata e de metal, remindo de colores e odores a ponta dessa estrutura que tem como destino a crueladade de se enfiar corpo a dentro e perpetrar no mangue de cada escolhido. É assim...

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Le soleil visiter le diable chaque matin

Para o meu tanto de fúria e de cansaço, a paixão me ergue a um só passo até as grimpas coroadas do céu. E neste salto, comiseradamente justo e bom, que se tornam meus olhos duas lanternas avulsas, catadas, detidas, atadas da terra pelas mãos até a cavidade do meu crânio alinhando destino para o horizonte. Duas pedras bruscas, bruxas e sinceramente amarelas, abortadas com abuso do útero dessas terras do mais profundo chão até os olhos. Esta pedra viveria cativa, se o seu destino fosse cativo, se o seu presente não fosse ser os olhos meus. Porque a esta função, deram a ela a de ser olhos de um pequeno diabo nas mãos vaporosas e silentes de Deus. Deus me adornava as pernas e o interior das coxas, todas as horas de descanso com uma bondade leitosa, as mãos macias de um médico maior e poderoso que saberia me ouvir as cavidades mais profundas, as mantas e glóbulos seculares do sangue correndo saúde ou tristeza, no fundo mais poroso dos meus interiores nunca perdidos, porque Deus é perdição. E era nele que eu, este pequeno diabo desobediente, gostava de ser detido, aplainado na palma santa, nas linhas quase sem muito mistério das suas mãos. Deus me visitava todas as manhãs, todas as minhas culpas, propondo a sabatina mais ferrenha e festiva, mais sincera e nua,mais sagaz e equacionária, todos dos dias antes do café. E antes mesmo que eu me desse o direito de me culpar, por qualquer coisa que eu julgando a mim mesmo pequeno diabo, estivesse tentado a me dar, ele mais uma vez com sua furiosa calma, como se me fodesse certo e experiente até as ventas, que me ventavam prazeres e razão, me dizia: Antes da culpa, a lupa, dos teus imensos olhos amarelos escavados com acuro do fundo das terras do teu pisar. Antes da culpa, a justa e devida capacidade de que há vida em ti, que para qualquer coisa o julgamento começa em ti e que Eu, por ter te visitado com toda a minha certeza nesta primeira hora do teu dia, não te dou o direito de me usar como desculpas para o que não tens capacidades de ser, organizar ou saber! Eu sou Deus e nunca desculpa para a tua opção de ignorância!__ Dito isto, Deus voltou poderoso e sempre acima de tudo, calmo, até o sol, pegou carona até o centro do meio dia e disse que de lá partiria fragmentado num bando de aves que estariam recém chegadas de umas árvores da Iugoslávia, estariam partindo para o teto de uma choupana nos Andes. Subiu com o sol e eu ainda fiquei pensando nele, todo diabo! sem os meus vestidos na ponta dos pés olhando para o dia, pelas vagas e frestas do basculante do banheiro.

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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

L'hypothèse de porcs et de papillons (Da assumpção de porcos e borboletas)


Quem disse que o ódio não pode excitar está muito enganado. Não sabe decerto ainda nada sobre a vida, sobre os mecanismos que o homem em sua natureza animal, encontra para submergir ou transformar o que ele sente. Correção, não acho que eu deva comparar esta capacidade do homem com a dos bichos. E nisto em hipótese alguma posso colocar os meus irmãos animais em condição inferior. São poucos os seres humanos que têm desenvolvida, esta capacidade real de se assemelharem aos bichos tão genuínos e livrados da maldição do conceito. O bicho odeia com a mesma força que deseja e penetra corpo adentro dos outros animais, para falar a verdade o bicho nem odeia, ele apenas se defende, ele trepa como come, se enfia com esta mesma entrega espetacularmente linda, porque nos homens esta inclinação ou vontade seria chamada de ganância, desespero, desarvoro e desequilíbrio, porque o homem se desequilibra quando na sua sempre forjada condição, sempre ingrata e pretensiosa necessidade de sempre parecer e ser aplaudido, procura aí se medir e se “equilibrar”,vaidade, burrice e desterro. O destempero arrogante de quem sempre tem uma palavra para conceituar e prender tudo que deveria ser espontâneo, em showzinho barato e enfadonhamente repetitivo, desnatural. Vão dizer logo, logo, “esta porra deste homem é louco! O que este descompensado está querendo dizer? Que o homem deveria voltar a barbárie e que a sensatez e a razão nos tornam desinteressantes? Aposto que é mais um bestial!”
E antes que isso perturbe a cabeça relativamente enquadrada dos que me lêem nesta hora, eu vou logo dizer__ não senhores, não senhoras, não! Eu nunca comi o cu dos meus cachorros, nem muito menos os meti dentro de mim, porque sei que o pau do cachorro incha, logo na hora em que ele trabalha no espetáculo da sua penetração e outros bichos nem me atraem tanto para esta função, talvez eu, eu comesse ou desse o cu para um leopardo, ou me enroscasse numa serpente bem grossa, uma pítons, uma jibóia de circo, um leão... um leão não, não sei porque os leões não me atraem! Prefiro os leopardos como já disse e da aves,...ahmm talvez somente a visão sem nenhum toque de uma águia albina, parada, somente me olhando, encarando firme nos meus olhos, como um alemão gay disfarçado de soldado no meio dos infelizes e tortos de Hitler, uma águia albina firme, tensa e aficionada em seu olhar para mim, como um alemão gay, desobediente, trajando apenas um imenso cachecol púrpura de três voltas no pescoço quase torturado, com suas duas bilhas azuis impetradas e sufocantes de desejo férreo, sazonando sobre mim, esta águia nunca pura, traçada com mil sangues, olhando firme para mim enquanto eu me masturbasse trêmulo, patético, enfermiço, humano e resfolegante sob esta presença armada e amada nos meus recônditos mais incompreensíveis e menos julgados, menos julgadores, menos doloridos desta infâmia, que é não se permitir existir todo por fora, porque antes e pior não se deixando existir por dentro. ...
Me perdoe, senhora, me desculpe senhor, me entendam crianças que certamente me encontram na leitura escondida, apenas parece que hoje estou cansado e sem paciência para todo aspecto de negação ou covardia humana nos seus mais ínfimos e perdulários princípios. Hoje eu amararia a Amazônia, a Patagônia , os bichos ferozes e peçonhentos da África inteira, respeitaria e comungaria com todas as selvas, com todos os bichos e de algum modo nessa contemplação me faria feliz, muito mais feliz do que na espera de mim mesmo e mais ainda dos infelizes dos homens, dos outros.
E certamente me dirá a mocinha, mas que “coitado”, deve estar triste, frustrado é que deve estar. Parece desiludido!” eu gargalho ainda complacente e adorando esta nossa boa e quase toda honesta conversa, se ainda não fosse entre nós algum mau rubor de decência e de medo. Eu gargalho e digo, não senhora dona mocinha, não é fato de desilusão estruturada, ontem mesmo eu comi quatro rapazes e uma mocinha amiga deles, uma estudante de moda que ainda não sabe que gosta mesmo é de lamber bocetas, porque eu fiz questão de rebolar em cima dela para que ela ficasse ainda mais confusa, não que eu tenha crueldade nesta intenção, só senti vontade de ser a fêmea deste projeto de mulher, mesmo sempre sem deixar de ser o macho, para mostrar que eu posso tudo e que ainda terminaria cheiroso e a convidaria para tomar um café com chantili e biscoitinhos! Portanto mocinha, não é decepção direcionada, eu fiquei muito leve depois e até ouvi uma missa linda de Vivaldi, me senti tão leve que até quis dormir sem jantar. Eu comi cinco pessoas “felizinhas” a tarde, em apenas duas horas e ainda me banhei de Vivaldi para melhor me preencher. É bem verdade mocinha, que a soma das cinco pessoas, não dava nem de brincadeira você, não dava o teu sofisma arrogante, a tua infelicidade tão honesta, vacilante, não dava nem de perto teus sofismas, teus rompantes me indagando porque eu pareço tão desgarrado, perdiz! ... me responde uma coisa mocinha, me tira apenas uma dúvida, mata minha curiosidade de relance agora, me diz! Alguma prima já te lambeu as pernas nos eitos da chácara nas brincadeiras de marido? Alguma freira boa no colégio confessou você debaixo do banho enquanto, lavava suas nádegas gordinhas, calipígias? Não, porque gente encantadoramente limpa de pecados como você, pode tudo, tudo, só não pode romper a pelinha debaixo do ventre, a xoxotinha, o glorioso selo de garantia de purificação e respeito a Deus, como se Deus se ocupasse de ficar pesando três gramas de pelinha entre as pernas, enquanto barras de concreto e de chumbo, pesam e entopem o sentimento dessas tôlas, poluem de torpezas e feridas o poço escuro e desconhecido dessas gentes, o coração.
Calma! Não quis te ofender, apenas usei de mais sinceridades que as tuas, mas fique tranqüila porque eu não sou de missões que não comecem primeiro em mim e depois, hoje eu estou egoísta demais para me preocupar com você. Mas se você quiser, posso dormir contigo, nós só não iremos chorar juntos, porque enquanto você goza e sofre, eu provavelmente estarei ruminando orações, agradecendo a Deus pelo meu corpo no teu corpo, pedindo a ele compreensão para te comer melhor da próxima vez! Para eu crescer mais contigo e ser melhor contigo, que os outros homens que eu considere tão medíocres.
Menina, quando eu hoje quis falar do ódio, do quanto ele excita, era pra dizer que em mim ele não é nada, que não dura muito tempo não. Porque eu sou do tipo que não pode ver uma crispa de estrelas nos olhos de quem for, que eu viro logo sol, eu viro logo lua, eu viro logo rua para “passeação”. E se eu amo os bichos, deve ser porque eu sempre tive tesão em São Francisco, sempre amei a vulnerabilidade de macho dele, o silêncio que ele fazia quando gritava nas festas, e a ensurdecedora gritaria de sua mais silenciosa e muda ação. Ele fazia doer os ouvidos de quem o visse passar esfarrapado e fedido pelas ruas, apenas por ser tão corajoso, apenas por existir, como a plena atenção dos animais. Ele cuidava da digna assunção dos porcos e das borboletas. Ele sabia das carnes somente a pureza dos pêlos e da pele aqui na terra, era só o que mais o contornava, de bênçãos puras toda esta assunção e os metros e metros e quilômetros e quilômetros e léguas e léguas de espírito iluminado! Porque nunca forjado, porque nunca separado em hierarquia para os bichos. Lembro, quando o soube de quatro patas conversando mansamente com o lobo de “Gúbio”, que assombrava um vilarejo. Ali, me vi assim como em alma para ele e aos dezessete anos quase me tornei franciscano, mas os franciscanos morreram com Francisco, então espero por ele numa visita ao inferno n’ onde por sugestão católica, certamente viverei após a vida. Quando ele chegar, quero estar despido e sei que ele terá em sua fronte uma máscara de cão, dos mais pestilentos e leprosos, mas um cão que sorri apesar de toda a ferida que o carcome e, portanto neste ímpeto de mistério e comiseração, redenção, orgasmo e renúncia ao corpo pressuposto, eu, cujo nome a ti não revelarei, me deixarei levar para as matas mais intranqüilas, as que ele quiser me levar. Não terei mãe, nem pai, não terei nome, nem paz, apenas fúria e plena atenção e participarei com ele da alma, manta vaporosa, majestosa de todos os bichos, essa que faz a natureza do deus que ele adora e eu também.

O pornógrafo

quarta-feira, 14 de julho de 2010

L'art de dompter les chevaux



Se for para tirar leite de pedras, eu prefiro masturbar um cavalo selvagem. Tenho certeza que a mim dará muito mais prazer, o meu ato e o próprio cavalo.

...

Toda a vez que eu digo e quando digo eu sei por que moro em mim, toda vez que eu digo que não posso mesmo é ver um olho, um jeito forte de olhar igual ao teu, é porque sei da minha incrível e incorruptível capacidade de meter. Meter meus jeitos mais profanos e profundos fonte adentro de pessoas como você. Como é você? Tudo bem, eu rio e faço o seu jogo e te explico e te descrevo pra esta tua ainda suportável necessidade primaveril de se ver nos espelhos da boca da gente. Um homem esperto como eu, sempre terá paciência para comer um cuzinho cheio de glorias como o teu. Eu te explico e te descrevo para que você no final de tudo apenas me diga que “eu não faço essas coisas!”que, “e nunca dei pra ninguém!”
Você? É uma pessoa incrivelmente bandida e perfumada. O que te faz incongruente e versátil, porque os bandidos deveriam feder, assim pensam os religiosos (os católicos em especial.) os moralistas, os que não gostam de resfolegar os sovacos das pessoas suadas, gastas e ainda detidas no recente corpo do trabalho. E digo aqui trabalho, para definir qualquer grupo de ações físicas que gastem do coro às carnes do corpo, suas dobras, sua energia, seu cansaço, qualquer atividade que desequilibre na balança do próprio eixo a porção medida em si mesmo, quase exata. Você é assim! Falei difícil? ... Eu rio de novo e faço você mais soltar ainda a alma do corpo, enxergar nos meus dentes, nas minhas rugas de expressão o quanto eu pareço entregue e realmente absorvido em você. Eu rio de novo e faço você medir lá no cadinho preguiçoso do seu íntimo, que eu só posso estar seduzido sim, porque a esta hora, um homem maduro e cheio de farturas como eu, poderia estar tratando de negócios nas mesas de um banco ou palestrando nas faculdades, eu nem te disse o que faço da vida! E aí você mede de verdade no seu vento de vontades e coerências que eu podia sim estar relaxado numa espirradeira com as pernas brancas estendidas, como uma lagartixa de raríssima espécie, uma iguana quem sabe colorindo de desejos e felicidades porque eu sei quem eu sou! E você diz aí bem dentro de si __ “tão lindo e charmoso, está aqui detido comigo, enquanto poderia estar bolinando o próprio saco de pêlos doirados, rosa acetinada a fibra dessa pele íntima, coçando o saco, apertando o pau, tomando “drinks” luminosos e tirando onda no seu quintal! Mas está aqui, querendo trepar comigo!”
E quando tento novamente explicar, você me interpela e apenas me diz: “__Está bem! Não precisa, eu acredito no que você diz e acho que entendo sim! Mas aqui dentro! Como uma vontadezinha de tomar sorvete no meio da madrugada!”
Eu acho insuportavelmente brega tudo o que você diz e desvio minha atenção dessas horas, vou franzir o cenho e ficar mais sério porque não consigo mesmo sorrir. E quando você me olha de novo daquela forma, daquele jeito, meu pau muito mais se endurece e minhas calças de panamá têm desta crisálida grossa, longa e enervada, o mais delicioso desconforto estendido, pulsante e apontado.
Revelo meu pau com os olhos, e o pau que você vai chupar terá muita atenção e generosidade para acatar da sua boca, as palavras que tão brega você não soube dizer, porque apenas queria falar bonito, porque eu te “achei” e supus beleza. A língua e a manta espessa nos teus desvarios estremecerão, enquanto eu apenas me enfio com cuidado por sua garganta, deixando apenas a bala da cabeça grossa o dom de ser sabor obtuso e muito mais espiritual do que palatino. Bondoso, menino, ainda te direi palavras doces enquanto me chupas, revelando ainda no alto desta estrutura longa que me cobre até o alto frontispício dos cabelos, uma vereda tão pascal e delicada nos olhos, gemidos tão pequeninos saltando feito lencinhos do alto de minha cabeça, que nesta hora você pensará que me domina por completo, que minha fraqueza no meio desse corpo forte é prova clara e religiosa de decência e que portanto deixar que eu te irrompa os buracos, não seria nunca pecado, mas comunhão e benção, neste mundo vasto de desterro. E confesso somente para mim, que o teu perfume é frugal e tem o cheiro das missas doces de domingo, quando ainda eu amava a mãe como única mulher da minha vida, quando o pai, não tinha sequer obrigação de ser somente forte e por esta força, nunca deixar perecer de nós todos a magnânima e fantasiosa idéia de justiça. Como os buracos e as dobras do teu corpo, me traziam a nostalgia embotada e perturbadoras das minhas primaveris braçadas adolescentes, o corpo imberbe, o mastro branco a frente, vem talhado de veias verdes nunca delicadas, do meu cacete ainda jovem trazendo do susto ainda que esperado, a idéia soberanamente inatingível de Deus na ponta desta espada ancestral para o mundo. O meu primeiro orgasmo teve as mesmas fibras da oração, o mesmo êxtase das orações para os santos chorosos, n’onde eu sorria porque tinha no corpo o Espírito Santo e aquilo era “apenas” alegria, liberdade, vida sem condição! Por tanto não tenho medo de Deus, nunca mais, desde àquela hora, nunca mais tive medo de Deus e o compreendi nas minhas mais miseráveis e fastias oportunidades do tempo.
Um suspiro!
Com toda a minha praga nunca renegada, com toda a minha incomum maneira nos olhos, apenas beijei teu corpo da cabeça aos pés e te pedi que não confiasse em mim, que se protegesse do meu veneno, do meu visgo, das minhas presas, que se protegesse da minha crueldade. E na reversa eficácia das igrejas, o que de ti antes era charminho defeso eu fiz ser, num quase passe de mágoas, mágica! Abertura para eu te meter, meter, meter, meter, como a dureza singela e profunda dos homens que sabem mentir dizendo toda a verdade, para converter... medo em desejo, negação em vontade.

Se for para tirar leite de pedras eu prefiro masturbar um cavalo selvagem.

O pornógrafo